A África que Deus deseja: AEA SG se engaja com a Igreja Evangélica em Madagascar

A Aliança Evangélica de Madagascar (EAM), em parceria com a Associação de Evangélicos da África (AEA) e a Aliança Evangélica Mundial (WEA), realizou com sucesso o Encontro de Membros da Igreja Evangélica na terça-feira, 13 de janeiro de 2026, em Antananarivo. O encontro foi abrilhantado pela presença do Rev. Dr. Master Oboletswe Mathlahope, Secretário-Geral da AEA, cuja participação agregou valor significativo ao tempo de diálogo, oração e reflexão. Convocado sob a liderança da Rev. Dinah Ratsimbajaona, Presidente da Aliança Evangélica das Ilhas do Oceano Índico e Madagascar, o encontro reuniu pais espirituais, pastores e líderes de igrejas em um espírito de unidade e comunhão inspirado no Salmo 133:1, com foco comum no fortalecimento da cooperação e no avanço da missão da Igreja Evangélica em Madagascar e em toda a região.

Durante esta visita, o discurso principal do Secretário-Geral focou-se no fortalecimento da Aliança Evangélica Nacional, no aprofundamento da compreensão da Associação de Evangélicos na África (AEA) e na reafirmação dos fundamentos teológicos e missionários sobre os quais a AEA se baseia. O discurso vinculou a visão continental à responsabilidade nacional, enfatizando o lugar estratégico de Madagascar dentro da família evangélica africana em geral.

O Secretário-Geral também apresentou um panorama histórico das origens da AEA, explicando por que a associação foi formada e o contexto em que os evangélicos africanos perceberam a necessidade de uma organização continental. Central a essa identidade é o lugar indispensável da ortodoxia bíblica, que ancora a teologia, os valores e o testemunho da AEA. Ele enfatizou que a credibilidade, a unidade e a missão da AEA são sustentadas somente por meio de um compromisso inabalável com a autoridade das Escrituras.

O Chamado à Unidade

Uma parte significativa do discurso enfatizou a unidade no Corpo de Cristo, baseando-se em João 17:20-21, onde Jesus ora para que os crentes sejam um, para que o mundo creia. O Secretário-Geral ressaltou que a unidade não é opcional, mas sim fundamental para um testemunho cristão eficaz e para a transformação. Igrejas, grandes e pequenas, foram encorajadas a se unirem e participarem ativamente da aliança nacional como um meio prático de fortalecer a voz, a influência e o impacto coletivos do evangelismo em Madagascar.

A África que Deus quer

Em seguida, o discurso abordou a visão de longo prazo da AEA, articulada por meio do slogan "A África que Deus quer". Essa visão foi deliberadamente contrastada com o slogan da União Africana, "A África que queremos", destacando a natureza distintamente bíblica e centrada no Evangelho da visão da AEA.

O Secretário-Geral descreveu a realidade da África atual, com seus desafios persistentes, como guerras e instabilidades políticas, doenças, lideranças deficientes, governança e sistemas de saúde frágeis, a existência de grupos étnicos não alcançados e a trágica exploração da juventude, frequentemente por movimentos extremistas. Ele afirmou que, embora essas realidades descrevam a África que vivenciamos, essa não é a África que Deus deseja.

Em resposta, o Secretário-Geral articulou a Agenda Transformadora da AEA, enfatizando a transformação continental por meio de uma liderança fundamentada no Evangelho. A AEA busca fornecer liderança espiritual, moral e estratégica para facilitar a mudança em toda a África, promovendo maior participação, apropriação e responsabilidade nos níveis das alianças nacionais.

Cada aliança nacional, incluindo Madagascar, foi desafiada a discernir e articular, em espírito de oração, sua própria agenda de transformação contextual, alinhada com a visão continental mais ampla, para que, juntos, a África possa refletir cada vez mais a África que Deus deseja.

Partindo dessa visão, o Secretário-Geral enfatizou a necessidade de unidade de propósito entre as igrejas e organizações evangélicas em Madagascar. Ele encorajou os líderes a enxergarem a unidade não apenas como um alinhamento estrutural, mas como um compromisso compartilhado com a transformação guiada pelo Evangelho dentro de seu contexto nacional.

Ações humanitárias e visitas de campo

Após o discurso, a delegação dirigiu-se aos locais de distribuição de ajuda humanitária. Nesses locais, o Secretário-Geral proferiu uma breve exortação, baseando-se na passagem bíblica da multiplicação dos pães e dos peixes. Ele lembrou aos presentes que, embora as pessoas seguissem Jesus em busca de pão, Cristo as repreendeu para lhes indicar o caminho para o verdadeiro Pão da Vida. Nesse contexto, a ajuda humanitária prestada pela AEA foi apresentada não como um fim em si mesma, mas como um sinal que aponta para Cristo, o doador da vida.

O Secretário-Geral conduziu o beneficiário em uma oração de arrependimento e fé no Senhor Jesus Cristo. A reflexão espiritual enfatizou a natureza holística do Evangelho. Em seguida, a água foi purificada e as pessoas puderam beber, um ato que simbolicamente reforçava que a ajuda oferecida apontava para além do sustento físico, para a vida espiritual encontrada em Cristo.

Conclusão

A resposta humanitária foi, portanto, concebida como uma expressão de missão integral, onde compaixão, proclamação e transformação espiritual se entrelaçam. O esforço de ajuda humanitária, em última análise, apontou para além da oferta ao Doador da Vida, reafirmando o compromisso da AEA com a transformação centrada no Evangelho, em palavras e ações.